Noites de Guitarra regressam a Maputo próxima sexta-feira

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Os portões que vão dar acesso à segunda edição de Noites de Guitarra, no Campus da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), em Maputo, abrem às 18:30h da próxima sexta-feira. A essa altura, as quatro mil pessoas esperadas pela BDQ Concertos, promotora do evento, vão poder acomodar-se e perspectivar o que o espectáculo, que junta três nacionalidades, será. Mas não só, afinal, mais uma vez, as artes plásticas juntar-se-ão à música pelo pincel de P. Mourana. Assim, o público vai poder, igualmente, contemplar as oito telas que constituem Sinfonias II, uma obra que, de acordo com o autor, apresenta sempre uma tentativa de trazer o som para as telas, de modo que as pessoas que forem a ver a pintura possam captar uma sonoridade que activa a imaginação.
Hora e meia depois de os portões abrirem, Albino Mbié vai subir ao palco do Campus da UEM, no qual ficará 45 minutos, tempo necessário para o músico moçambicano, a viver nos Estados Unidos, sintetizar seus Mozambican dance, título do seu disco de estreia. Este vai ser evento especial para Mbié, mesmo porque terá a oportunidade de actuar com os eternos professores: Jimmy Dludlu e Richard Bona – quem vai subir ao palco às 21h.
Albino Mbié é o músico mais novo convidado ao Noites de Guitarra de Março. Nada ao acaso o convite. E Belmiro Quive explica: “achamos que pelo talento que Albino Mbié tem, e pela vontade de fazer boa música, este é o momento certo para o trazer, num evento que vai realizar um sonho dele, o de tocar com Jimmy Dludlu e Richard Bona, e no seu próprio país. Pensamos na juventude, e nesse sonho do Albino tocar com os seus professores” – Albino Mbié vem com três elementos da sua banda dos Estados Unidos.
Esta é a segunda vez que o camaronês Richard Bona vem ao país pela mão da BDQ Concertos. A primeira foi em Dezembro de 2014. Desde aquele ano, Bona sempre quis voltar. “Richard Bona convidou-me para umas férias no estrangeiro e, nessa altura, manifestou-me o desejo de voltar a actuar em Moçambique. Ele está muito emocionado por este regresso a Maputo”, contou Belmiro Quive, da BDQ.
No Campus da UEM, Richard Bona vai tocar até às 22h. 15 minutos mais tarde, quem terá atenção do público será Ernie Smith, mais uma vez no país, embora esta seja a sua estreia pela plataforma Moments of Jazz. Só depois do guitarrista sul-africano chegará a vez de Jimmy Dludlu, às 23:30h. Mas esse não será o fim…

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Tal como na primeira edição do Noites de Guitarra, em que Norman Brown tocou com Jimmy Dludlu, nesta segunda, os quatro músicos vão tocar um tema juntos, lá para o fim do espectáculo, por volta das 0:30h. Portanto, o evento musical vai durar mais ou menos quatro horas e meia.

Esta aposta da BDQ em promover Noites de Guitarra, conforme assume Belmiro Quive, constitui um novo conceito, levado ao mercado para publicitar o jazz. A organização do evento sentiu necessidade de voltar com a segunda edição porque ficou satisfeito com a adesão da primeira, na qual, como se pretende nesta, os artistas nacionais puderam interagir com um estrangeiro.
Até aqui, três mil bilhetes já foram vendidos, e Jimmy Dludlu é o único músico contemplado nas duas edições do Noites de Guitarra.
Sinfonias de guitarra com artes plásticas
Pela segunda vez consecutiva, P. Mourana expõe no Noites de Guitarra, com oito telas. As obras estão a ser pintadas desde Setembro do ano passado e surgem como forma de replicar o que foi feito no espectáculo de Billy Ocean. Todas telas são inéditas e foram pintadas exclusivamente para este evento. “Para mim, é um grande desafio estar no intercâmbio no  Noites de Guitarra. As pessoas estão a pagar bilhete para ver música, mas eu tenho responsabilidade de prender o público às artes plásticas. Nesta exposição, trago obras mais agressivas, com mais informação e com uma nova temática, porque não devemos estar estagnados. Este é, para mim, um grande desafio, ao qual levo traços que vão caracterizar a exposição “Ciência e transcendência”, que vai acontecer em Novembro, inserida no projecto “Ciência e consciência”, que acontece de dois em dois anos”, afirmou P. Mourana.

Fonte: O País

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