
Bárbara Tinoco – SANGUE NA GUELRA
LETRA:
Eu não acredito em poetas felizes
Poetas na minha cabeça já nasceram todos tristes
Quando eu morrer
Morreu um poema?
Hão-de dizer, então ainda tou cá à mema
Eu não acredito em poetas felizes
Poetas na minha cabeça já nasceram todos tristes
Quando eu morrer
Morreu um poema?
Hão-de dizer, então ainda tou cá à mema
Olha pra mim que eu sou mais bonita desde que eu fui mãe
Tenho uma cicatriz nova
Com a vida colecionei
Tantas que eu sou desastrada
Esta sinto que ganhei
De presente da minha filha
E assim nasceu uma mãe
Neta de um cantor e de um poeta
Corre nas veias
É por isso que ela acerta
A minha filha também tem
SANGUE NA GUELRA
Espero que seja mais feliz
Que toda a família dela
À noite eu ganho vida
Tou no palco
Ou tou em casa
Vejo a pequena a dormir
Ou multidão em brasa
E eu paro só pra apreciar a vista
Não acredito
Que esta é mesmo a minha vida
Não acredito
Mas tou cá pa ver de cima
Não acredito que esta é mesmo a minha vida
Eu não acredito em poetas felizes
Poetas na minha cabeça já nasceram todos tristes
Quando eu morrer
Morreu um poema?
Hão-de dizer, então ainda tou cá à mema
Eu não acredito em poetas felizes
Poetas na minha cabeça já nasceram todos tristes
Quando eu morrer
Morreu um poema?
Hão-de dizer, então ainda tou cá à mema
Sou mulher e a dor já veio com o corpo
A minha escrita não acabou
Começou de novo
Eu encontrei onde doía
Fiz disso poesia
Tou a aprender a ser feliz e matar a melancolia
Nunca fui feliz até ser tua mãe
Ousado eu sei
Então eu tenho medo que acabe
Aquilo que eu construí
Porque eu te comecei
Mas filha como eu te amo a ti
Eu nunca amei ninguém
E se eu escrevi tanto sobre eles
Escrevo pa ti também
Ganhei o respeito
Daqueles que eu respeitei
Eu não acabo
Eu sou filha da mãe
Não sei o que é vem depois
Mas uma coisa eu sei
À noite eu ganho vida
Tou no palco
Ou tou em casa
Vejo a pequena dormir
Ou multidão em brasa
E eu paro só pra apreciar a vista
Não acredito
Que esta é mesmo a minha vida
Não acredito
Mas tou cá pa ver de cima
Não acredito que esta é mesmo a minha vida
Eu não acredito em poetas felizes
Poetas na minha cabeça já nasceram todos tristes
Quando eu morrer
Morreu um poema?
Hão-de dizer, então ainda tou cá à mema
Eu não acredito em poetas felizes
Poetas na minha cabeça já nasceram todos tristes
Quando eu morrer
Morreu um poema?
Hão-de dizer, então ainda tou cá à mema
(Ainda tou cá à mema)
(Ainda tou cá à mema)
(Ainda tou cá à mema)
(Ainda tou cá à mema)
(Ainda tou cá à mema)
(Ainda tou cá à mema)



